Em um dos países mais pobres do mundo, um dos meios de sobrevivência de muitas pessoas é a prostituição, e tal profissão também é legalizada dentro do país. O bordel Kandapara é o mais antigo ainda em funcionamento, com mais de 200 anos, muitas das 700 mulheres que trabalham no local, cresceram ali, até que em 2014 o bordel foi fechado, e pelas mulheres não saberem o que fazer desse dia em diante, o mesmo teve que ser reaberto com a ajuda de uma ONG.

E mesmo assim as prostitutas não tem os mesmos direitos de um outro cidadão qualquer. Elas não tem liberdade, nem acesso aos direitos humanos básicos, a grande maioria é vítima de tráfico sexual e não pode deixar o local, além de não poderem guardar dinheiros dos seus programas até “comprarem sua liberdade”.

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Nos primeiros anos após a sua chegada, as mulheres não recebem nada, pois têm que pagar a sua “dívida” de entrada no bordel. Após cerca de 5 anos (período sem receber), elas se tornam profissionais do sexo independentes e recebem a liberdade de sair do local, mas como muitas vezes são mal vistas pela sociedade e suas famílias, não deixam o local.

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Embora que para atuar nesse profissão as mulheres tenham que ser maiores de idade, existe um grande índice de meninas que tomam esteroides para parecerem maiores e se passarem por mais velhas. Após conseguirem a sua liberdade, as mulheres recebem entre 1.000 e 2.000 Taka (R$ 41 a R$ 82) por dia – tudo depende da sua beleza e do quarto em que trabalha.

A fotojornalista Sandra Hoyn foi documentar o cotidiano no bordel Kandapara e disse em entrevista que o espaço funciona como outro país, outro lugar totalmente diferente, com suas próprias regras. O projeto de Sandra ganhou o nome de “The Longing of Others” (“Os Desejos dos Outros,” em tradução livre), e traz imagens impactantes dessa realidade.

Confira abaixo algumas das fotos do projeto “Os Desejos dos Outros”:

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Olá! Eu me chamo João Pedro, tenho 17 anos, gaúcho e estou cursando o ensino médio, a algum tempo me dedico ao conhecimento e a busca por notícias e entretenimento. Também sou idealizador do projeto Olhar Online.